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quarta-feira, 14 de julho de 2010

50 maneiras de cortar custos (continuação)

Confira a seguir ideias de como reduzir despesas em todas as áreas da empresa: gestão estratégica, recursos humanos, compras, tecnologia, marketing, vendas, tarifas bancárias, impostos, linhas de crédito, produção, frota, logística, material de escritório, contas de água, telefone e energia. Um melhor uso dos recursos significa produtos ou serviços mais competitivos, ganho no posicionamento de mercado e margem de lucro mais alta
Por Mariana Iwakura

INFRAESTRUTURA

13>>> CORTE NAS PEQUENAS COISAS
Alguns itens, isolados, não representam um custo muito grande, mas quando somados podem pesar bastante nas finanças da empresa. Desde que foi inaugurada, a sede do site OQVestir passou por algumas mudanças: a cafeteira sofisticada, cujos sachês custavam R$ 130 por mês, foi trocada pelo clássico sistema de coador, e o gasto, reduzido a R$ 30 mensais. O material de limpeza, que era adquirido em um hipermercado, passou a ser comprado a granel.

14>>> DIMINUA A FROTA DE CARROS
Possuir uma frota de veículos gera custo com manutenção mecânica, seguro, IPVA e depreciação. Considere a possibilidade de trabalhar com carros alugados ou com uma frota gerenciada por uma empresa terceirizada, que se encarrega da manutenção e dos demais cuidados. Outra opção é o leasing, em que se paga pelo uso do produto e é possível comprá-lo ao final do contrato.

15>>> ECONOMIZE NO TELEFONE
Após ter constatado um custo de telefonia elevado, José Roberto de Arruda Filho, sócio-diretor da JR&M Assessoria Contábil, instalou um software que, ligado à central telefônica, registra quais funcionários falam mais ao telefone e quais clientes demandam mais ligações. Com isso, foi feito um programa de conscientização e se obteve uma economia de 35% na conta do telefone. Outra opção para reduzir essa despesa é negociar com a empresa de telefonia um pacote mais ajustado ao perfil das ligações da empresa.

16>>> REDUZA PERDAS NA PRODUÇÃO
Para economizar no processo produtivo, minimize as perdas. Além de investir em máquinas mais modernas, é preciso conscientizar e qualificar os profissionais da linha de produção. A alta rotatividade dos funcionários colabora para a perda de qualidade de produtos de maior valor agregado, destaca Fernando Macedo, CEO Brasil da Expense Reduction Analysts.

17>>> INVISTA EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Quando as máquinas da empresa estão defasadas ou lentas demais, geram gastos com manutenção e com horas extras dos funcionários. “Muitas vezes, vale a pena considerar um financiamento para adquirir equipamentos novos”, diz Dariane Castanheira, do ProCED/FIA. Os bancos oferecem linhas de crédito subsidiadas, como o Finame.

18>>> OTIMIZE O GASTO COM ENERGIA
O gasto com energia elétrica pode ser reduzido a partir de mudanças na estrutura da empresa, nos equipamentos e nos hábitos. Na sede da OQVestir, para aproveitar melhor a luz natural, foram abertas duas janelas. As luminárias velhas foram trocadas por modelos que usam lâmpadas mais eficientes e têm espelhos para refletir a luz. A geladeira foi substituída por uma que gasta menos energia. Além disso, os funcionários são orientados a desligar a luz quando saem de um ambiente. A economia tem sido de R$ 60 mensais, mesmo com a chegada do verão, quando o ar-condicionado fica ligado constantemente.

19>>> REAVALIE A LOGÍSTICA
O transporte de funcionários e o serviço de entrega de materiais podem ser administrados por uma mesma empresa terceirizada. Assim, o número de viagens é otimizado e o gasto, reduzido. Essa foi a solução encontrada pela JR&M Assessoria Contábil para organizar a logística do negócio. Na FastFrame/Moldura na Hora, um dos três motoristas foi cortado, e a rede passou a utilizar mais os serviços de entrega de fornecedores. “Eles absorveram os custos”, afirma Rodrigo Pitangui Viegas, diretor da rede.

20>>> TERCEIRIZE A GESTÃO DOS PAGAMENTOS
Em empresas em que há gastos excessivos com combustível, uma solução é contratar um serviço de controle de frota. Essa foi a iniciativa da NGO, que presta serviços de assessoria e gerenciamento de risco. A firma costumava pagar o combustível quando o funcionário apresentava notas fiscais, mas se deparava com oscilação de custos e dificuldade para justificá-los aos clientes. Com a contratação do Ticket Car, os funcionários receberam cartões com créditos pré-definidos. A economia com combustível foi de 36%, segundo Daniel Cossi, diretor administrativo da NGO.

21>>> DIGITALIZE DOCUMENTOS
Para reduzir o consumo de suprimentos, como papel e toner de impressora, a JR&M Assessoria Contábil incentiva a digitalização. “Temos muita emissão de relatórios, então adotamos o formato PDF”, afirma Arruda Filho. Há ainda um ganho em segurança, pois os documentos ficam em rede, e não só em um arquivo físico.

22>>> CONSIDERE A VENDA DE ATIVOS
Empresas que são proprietárias de prédios podem vendê-los para, além de economizar com manutenção e impostos, colocar dinheiro no caixa. De acordo com Macedo, da Expense Reduction Analysts, esse capital extra pode ser investido para atualizar a linha de produção, por exemplo, o que tem impacto positivo direto no resultado.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

PRODUÇÃO COM VELOCIDADE CONTROLADA

As células de produção chegaram hoje a um nível de tecnologia fantástico, o que garante um trabalhar eficiente e padronizado. Leia com atenção e aprenda como tornar sua empresa mais ágil e competente trabalhando dentro de um esquema que muitas empresas consideram 100% garantido.

• Como funciona?
Esta célula, também conhecida como Célula100, usa o processo VC (Velocidade Controlada), que embora parecida na forma visual do layout modular tradicional, difere muito do sistema celular no que se diz respeito ao processo, pois aqui o tempo de espera do lote em cada posto de trabalho é extremamente reduzido.

• Como é este processo?
Todo sistema modular de produção tem como princípio a divisão de tarefas, onde se utiliza, para distribuir as cargas de trabalho das operadoras, os tempos de processo das operações (SAM), e o próprio tempo de processo das operadoras (TO), e o mais interessante nas células, é o reduzido tempo de espera do lote em cada posto de trabalho, chegando até, em alguns produtos, a se eliminar esta espera nestes postos, utilizando um fluxo de produção de peça a peça.O processo da célula 100 é totalmente diferente, a começar pelo balanceamento da célula, que é feito com os tempos padrões a 100%, e a distribuição de tarefas é realizada com os tempos modulados, (lembrando também que podemos ter células com balanceamentos menores, dependendo do nível da eficiência individual das operadoras, (células em crescimento).

• Como é controlado o tempo?
Levantado os tempos e definindo os módulos, cria-se dentro das células as ilhas de trabalho, distribuindo as tarefas para as operadoras dentro de cada ilha,(cada operadora é informada de qual tarefa ela deve executar daquele lote, dentro de sua ilha). Determina-se então o tempo de processo (30 minutos) para que cada ilha termine seu lote de produção e passe adiante.

• Porque funciona?
Todo processo de produção modular implantado e bem sucedido, tem como base a motivação, e é o que o sistema de produção em células proporciona, já que o clima no trabalho fica ainda melhor com as operadoras se envolvendo de forma positiva e conseguindo manter a eficiência padrão de sua célula.
Uma célula que já alcançou o nível de 100 % de eficiência (Célula Ouro) em produtividade dia, não retorna mais, se estabiliza nessa eficiência. São consideradas e identificadas como “Células Bronze” as células que alcançaram a eficiência de 80 %, e como “Células Prata” as células que alcançaram a eficiência de 90 %.

• Como utilizar a premiação para motivação?
São considerados ótimos resultados, pelos padrões da engenharia, as linhas de produção com eficiência média mensal de 70% real fábrica (EF), portanto, é interessante saber que se utiliza a produtividade das células como coeficientes para premiação das operadoras, sempre no critério da tabela de premiação desenvolvida para sistemas de produção celular, que vai de 71% a 100% de eficiência. O premio de produção nada mais é do que um estabilizador das eficiências.

• Como montar uma Célula 100?
Seleciona-se um grupo de operadoras com o mesmo grau de eficiência de polivalência de que as ilhas necessitam para os modelos definidos para essa célula (sabe-se que cada célula deve trabalhar com sua família de modelos, ou seja, cada modelo incluído para se produzir nesta célula encontrará os equipamentos e dispositivos necessário e adequado para sua produção).
Não se acrescenta nem se retira máquinas de uma célula. O equipamento já precisa está definido e à disposição de suas operadoras. É importante que estas operadoras tenham aptidão, ou seja, operadoras que tenham potencial de desenvolvimento, o que é encontrado nas curvas de eficiências individuais e nos testes de avaliação feitos com os métodos já conhecidos.

• Como faço com a quebra de máquinas?
Evidentemente que todo o equipamento destinado a uma célula 100, deve estar em perfeitas condições e adequado para o trabalho, mas quando ocorre um problema, o mecânico da linha se utiliza da máquina reserva, ou seja, há sempre uma máquina reserva, em local pré-determinado, pronta para atender aquele grupo de células. Já a máquina com problema deverá ser enviada á manutenção para que seja consertada.
Não se permite o conserto de máquinas dentro de uma célula, nem em nenhum outro local que não seja na oficina de manutenção, exceto quando o problema não ultrapassar ao tempo de até 5 (cinco) minutos permitidos para ser solucionado, onde, se o mecânico optar em conserta-la na célula, deverá faze-lo consciente, pois estará utilizando de seu tempo disponível, que o permite ser avaliado e também premiado.

• Dos resultados:
Toda esta tecnologia, e outras que envolvem o sistema de produção com velocidade controlada, “Células 100”, nos permitem garantir um elevado padrão produtivo e altos índices de qualidade, e conseqüentemente resultados que surpreendem aos gestores das fábricas em todos os níveis, elevando o grau de satisfação das operadoras e de todos os envolvidos no processo.

Fonte: pr@bol.com.br

sábado, 10 de julho de 2010

DICAS DE PRODUÇÃO NA CONFECÇÃO

Não só em tecnologia as confecções têm mudado, como também no perfil de seus chefes, encarregados e líderes de um modo geral. Talvez essa seja a mudança mais importante que essas empresas devem passar.
Antigamente, a encarregada de produção da costura de uma determinada empresa, por exemplo, deveria ser aquela pessoa que “entendesse” simplesmente do processo produtivo, ou seja, aquela que sabia a seqüência operacional da maquina, assim como também deveria saber costurar. Isso era o bastante para atender essa necessidade de atuar como “encarregada de produção”.
Hoje essa encarregada está em vias de extinção, pois a encarregada de produção deverá ser aquela que reúna outras qualidades que outrora eram desprezadas:

• Deverá ser líder
• Saber motivar a equipe, através de resultados
• Saber aproveitar de melhor maneira possível a mão-de-obra
• Equilibrar as diferenças das operações de um produto
• Raciocínio rápido

Liderança
Para ser um lider, o novo funcionário deve saber que acima de equipamentos e processos estão as pessoas. Ela chefiará “gente” e gente precisa ser tratada como gente. Não existe mais lugar para encarregadas “xerifes”, aquelas que acham que ”chicote” é o melhor remédio. A verdadeira encarregada de produção deve conquistar a equipe, passar confiança, saber aproveitar da melhor maneira o potencial dessa equipe. Muito poderíamos falar sobre liderança, mas fica claro que o grupo de costureiras está esperando um que seja justa, transparente e acima de tudo, assumindo erros e acertos do grupo.

Motivação
A nova encarregada é aquela que busca na motivação os bons resultados. Ela sabe “puxar” produção, seu entusiasmo é contagiante e não se intimida diante dos problemas, sempre está ”levantando” a moral do seu grupo, comemorando as vitórias, “respirando” números e buscando metas traçadas. Ela cobra, dá ênfase à resultados e consegue transmitir essa filosofia à sua equipe.

Mão-de-Obra
Para aproveitar a mão-de-obra, uma encarregada de produção eficiente deve conhecer profundamente cada uma das costureiras para que consiga colocar a pessoa certa no lugar certo. Muito embora uma das características da nova costureira seja a polivalência, é preciso saber onde cada costureira se encaixa melhor.

Equilibrar as operações
Provavelmente essa é a tarefa mais importante que a encarregada precisará praticar. Saber equilibrar a diferença dos tempos das operações. É muito comum verificar no meio das máquinas de costura acúmulos de serviços. Isso caracteriza a falta de equilíbrio no processo. É óbvio que as operações mais rápidas necessitam menos minutos, operações mais demoradas mais minutos, para serem concluídas. Geralmente, a encarregada, sem visão, acaba colocando cada costureira para fazer as operações na mesma quantidade de minutos, o que ocasiona o acúmulo a que nos referimos acima. Tudo isso só será possível evitar se essa encarregada “estudar” o modelo em seu processo. Analisar os tempos de cada operação, não permitir que uma operação seja feita em maior quantidade que outra.

Vejamos o produto abaixo:

No exemplo verificamos que a operação 4 (gargalo) limitou a produção do Produto A em 30 peças por hora. De nada adianta fazermos 120 na 1ª, 60 na 2ª e 80 na 3ª, se a operação 4 só liberará para a 5ª operação 30 peças.
Seria mais inteligente fazermos 30 peças em todas as operações e assim reduzir a necessidade de mão-de-obra. Nesse caso, as costureiras trabalhariam (com sua polivalência) somente os minutos necessários para realizar 30 peças em cada operação. Certamente a “velha encarregada” colocaria 5 costureiras, cada uma executando uma operação o tempo todo, criando assim aquele acúmulo entre as operações, sem que o resultado final fosse melhor.

Rapidez no raciocínio
A encarregada “moderna” é aquela que administra a produção, ao contrário daquela que no passado executava tarefas que cabiam às costureiras ou ajudantes. Era muito comum encontrar uma encarregada costurando para cobrir ou ajudar uma costureira, ou mesmo tirando serviço de máquinas. Ela acreditava que estava resolvendo um problema, mas na realidade estava deixando de enxergar problemas muito maiores. Pura falta de visão! Essa nova líder deve ter raciocínio rápido, ser dinâmica, tomar decisões imediatas, pois deve ter em mente que o maior inimigo da produção é o relógio.
Portanto para ser encarregada de costura não é o bastante “conhecer” costura, mas muito mais que isso, é necessário ter “escola”, literalmente.

Fonte: jrconsultoria@terra.com.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

50 dicas para motivar sua equipe

Motivação é um tema sempre presente nas organizações , mas a motivação vem de dentro através de atitudes que fazem a diferença.

Motivar, estimular, criar condições para que as pessoas não apenas produzam mais, mas, sobretudo, sintam-se parte daquilo que estão construindo, são grandes desafios das empresas.

Pensando nisso foi que a revista TD Desenvolvendo Pessoas, apresentou 50 dicas e sugestões de como estimular, conectar e motivar pessoas no trabalho.

Começaremos então, apresentando as 10 primeiras dicas. Leia, inspire-se e inspire seus colaboradores.

1) Forneça feedbacks
Muitas vezes, problemas de desmotivação originam-se depois de o funcionário não ter sido sequer notado pela execução de algo especial. Fale agora, portanto, ou cale-se para sempre, e assuma as conseqüências.

2) Rotacione o feedback
Desarme-se e disponha-se a ouvir o que não quer. Trate a questão de forma profissional e aja da mesma forma cão passar comentários não exatamente elogiosos. Tenha em mente que seu papel, enquanto gestor, é o de criar um ambiente de confiança. Se críticas forem necessárias, tente encaminhá-las dentro de uma perspectiva de aprendizagem.

3) Crie um ambiente agradável
Permita que as pessoas caminhem, conversem, interajam, levem objetos pessoais para seus postos de trabalho e, sempre que possível, que ouçam música. Lembre-se que um ambiente agradável não é, necessariamente, aquele que você cria, mas, sobretudo, aquele que você, com sua equipe, compartilha.

4) Cuide dos fatores físicos
O arranjo físico, como o acesso fácil às ferramentas necessárias, a limpeza e a higiene no ambiente de trabalho mostram atenção e valorização dos profissionais. Também vale ter cuidado com os tipos de móveis, cores e estilo de decoração, que são importantes estímulos visuais.

5) Perspectiva de progresso
Quando não é possível aumentar os salários, dê aos colaboradores uma perspectiva de melhora, como um plano de carreira ou possibilidade de promoção. Converse sobre isso, e demonstre que você está sensível a essas questões.

6) Estimule a reciclagem
O colaborador deve ser incentivado a se reciclar e a incorporar novas competências, ampliando seus horizontes e a visão do que realiza no cotidiano. Crie esse estímulo, mostre novas realidades do seu negócio, de sua área, de forma que o colaborador perceba a necessidade de acompanhar esse desenvolvimento.

7) Instale um painel de fotos
Tire fotos suas e de todos os colaboradores – em situações do cotidiano ou em festas – e coloque-as na parede. Você logo verá a diferença no ânimo de seu pessoal. Não se esqueça de se incluir nas fotos.

8) Permita intervalos
Todos vão render mais e ficar motivados se puderem parar para respirar. Diga isto e mostre como é importante uma parada de tempos em tempos.

9) Crie um “momento mágico”
Uma vez por semana, desenvolva alguma atividade inusitada junto de sua equipe, como leitura de contos, anedotas, roda de histórias, sessão de meditação, entre uma infinidade de opção que você tem para quebrar a rotina, integrar seu pessoal, divertir e motivar para o trabalho.

10) Crie espaço para desenvolver talentos
Sempre que possível identifique colaboradores que gostariam de apresentar algum trabalho ou performance para a equipe. Nada relacionado ao trabalho. Por exemplo, se alguém gosta de cantar, crie esse momento nas empresas, convide o(s) funcionário(s), e planeje uma apresentação.

Na próxima edição será apresentada mais 10 dias de motivação.


Fonte : ROSELI LEVY – DIRETORA DA HEROS LEVY & ASSOCIADOS

quinta-feira, 8 de julho de 2010

50 maneiras de cortar custos

Confira a seguir ideias de como reduzir despesas em todas as áreas da empresa: gestão estratégica, recursos humanos, compras, tecnologia, marketing, vendas, tarifas bancárias, impostos, linhas de crédito, produção, frota, logística, material de escritório, contas de água, telefone e energia. Um melhor uso dos recursos significa produtos ou serviços mais competitivos, ganho no posicionamento de mercado e margem de lucro mais alta
Por Mariana Iwakura

GESTÃO

1>>> FAÇA UMA ANÁLISE DOS CUSTOS
Quando se veem em um momento de apuro, muitas empresas começam a reduzir custos sem avaliação prévia e acabam limando recursos importantes para os resultados da companhia. Por isso, a regra é elencar todos os custos da empresa e manter um histórico deles, realizando cortes naqueles que têm menos participação no lucro. Na multimarcas virtual OQVestir, as sócias Rosana Sperandéo e Mariana Mendes Medeiros reúnem-se mensalmente com a área financeira para analisar as despesas. “Cortamos aquilo que não afeta a produtividade e o bem-estar dos funcionários”, afirma Rosana.

2>>> DEFINA METAS DE REDUÇÃO
O planejamento estratégico da empresa deve incluir não só as metas de aumento de vendas como também as de diminuição de gastos, obtidas com o estudo dos custos. Assim é possível definir os caminhos para alcançar os índices determinados.

3>>> ENVOLVA A EQUIPE
Os funcionários são protagonistas da redução de custos e a comunicação interna deve ser reforçada para que os colaboradores façam parte dessa causa. Uma maneira de otimizar os cortes é envolver a equipe na definição de metas e usar parte da economia para premiar o time quando elas forem atingidas, sugere Luís Lobrigatti, consultor do Sebrae-SP. Essa estratégia pode ser aplicada na redução de itens como material de escritório, energia e manutenção de equipamentos.

4>>> CUIDE DO ATENDIMENTO AO CLIENTE
Ao planejar quais custos devem ser diminuídos, é preciso manter a atenção na qualidade e na eficiência do atendimento, para que o corte não cause uma percepção negativa nos clientes. Uma padaria que reduz a iluminação no salão, por exemplo, pode causar incômodo aos fregueses e, com isso, perder vendas.

RECURSOS HUMANOS

5>>> OTIMIZE A JORNADA DE TRABALHO
Quando o horário de trabalho é bem aproveitado, o funcionário passa menos tempo na empresa. Ganham a companhia, que economiza com hora extra e energia elétrica, e o trabalhador, que tem mais qualidade de vida. Essa foi a aposta da OQVestir. As sócias Rosana Sperandéo e Mariana Mendes Medeiros orientam os empregados a não acessar redes sociais durante o horário de trabalho e a moderar nas pausas para almoço e cigarro. “Em vez de trabalhar por longas horas, fazemos um período mais compacto e eficiente”, afirma Rosana.

6>>> CALCULE OS CUSTOS DA DEMISSÃO
Antes de demitir funcionários, coloque no papel os custos da rescisão de contrato. Devem-se somar a isso os gastos com contratação e treinamento de novo pessoal no futuro, quando as condições permitirem. Se o plano for trocar empregados antigos por mais jovens, também se deve considerar o tempo que estes levarão para chegar ao nível de expertise daqueles demitidos. “E, se os processos de trabalho não forem bem registrados, aqueles que deixam a empresa poderão levar embora o conhecimento construído”, diz Liana Bittencourt, diretora de marketing do Grupo Bittencourt.

7>>> ADOTE O BANCO DE HORAS
Uma alternativa para reduzir os gastos com horas extras é registrar o tempo excedente de trabalho em um banco de horas, sugere Lobrigatti, do Sebrae-SP. O empregado pode recuperar as horas trabalhadas a mais em folgas, emendas de feriados ou férias mais longas. Entretanto, a empresa deve fazer essa compensação no ano corrente. Caso contrário, é preciso remunerar o funcionário pelas horas extras, alerta Sônia Mascaro Nascimento, doutora em Direito do Trabalho pela USP.

8>>> CONSIDERE A TERCEIRIZAÇÃO
A terceirização pode ser uma maneira de economizar com pessoal, desde que as funções não incluam a atividade-fim da empresa. Profissionais requeridos esporadicamente, como especialistas em seleção e recrutamento, podem ser retirados do quadro fixo e contratados somente quando necessários, diz Dariane Castanheira, professora do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento da Fundação Instituto de Administração (ProCED/FIA). Se alguns serviços terceirizados forem muito procurados, poderá ser mais barato manter um profissional para a função.

9>>> REVEJA A CESTA DE BENEFÍCIOS
Diversas empresas gastam mais do que o necessário com benefícios pouco utilizados pelos colaboradores, aponta Luis Augusto Lobão, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral. A solução é reavaliar o que é oferecido, calibrando os itens de acordo com o perfil do quadro de funcionários. Se são jovens, dão mais importância a subsídio para cursos, por exemplo. Já os mais velhos querem plano de saúde completo e previdência privada. Antes de fazer essa mudança, verifique quais benefícios fazem parte de acordo sindical.

10>>> DÊ FÉRIAS COLETIVAS
Se houver necessidade de uma redução acentuada na produção, considere dar férias coletivas aos funcionários. Isso pode ser feito no final do ano ou quando há sazonalidade na demanda pelos produtos ou serviços. Assim, a empresa economiza com as despesas de manutenção da infraestrutura, como luz e água. “O período pode ou não ser descontado das férias normais dos empregados”, diz a advogada Sônia Nascimento.

11>>> OTIMIZE OS PROCESSOS
Ao fazerem um diagnóstico do negócio, os donos da NGO, que presta serviços de assessoria e gerenciamento de risco, verificaram que faltava visão dos funcionários nos processos amplos do negócio. “Cada um se concentrava mais no seu departamento, e o fluxo de trabalho muitas vezes empacava na dependência de uma pessoa”, diz Daniel Cossi, diretor administrativo. Com a troca de parte dos colaboradores e a reciclagem de outros, foi possível otimizar processos, ganhar qualidade e reduzir o tempo — e, portanto, o custo — da operação.

12>>> ATENTE ÀS FORMAS DE CONTRATAÇÃO
A empresa deve sempre tomar cuidado com as formas de contratação dos funcionários para evitar despesas com multas e processos trabalhistas. “É comum contratar quem é empregado como prestador de serviço e vice-versa”, afirma Sônia Nascimento. Dependendo da situação, a pessoa pode trabalhar como autônoma, com contrato eventual, como celetista, como temporária e por prazo determinado. Verifique se a sua empresa faz isso de maneira correta.



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